segunda-feira, 11 de maio de 2009

Em suspenso

Bem, não que seja da conta de ninguém. Mas este blog ficará sem atualizações por tempo inderteminado.

Ass: Dunha, o próprio.

domingo, 22 de março de 2009

No embalo do Travolta

Dunha quer ser Tony Manero. Após (re)assistir a esse filme, ele percebeu que só sua lábia não o está ajudando a pegar a mulherada. Sendo assim, ele está procurando uma escola de dança para ter uma performance, no mínimo, parecida com essa:

Tudo pelo sexo fácil!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Noiva Estava de Preto

Essa obra prima de Truffaut me causou confusão interna, pois esse filme é um clara homenagem ao mestre Hitchcock que serviu de estrutura ao Kill Bill de Tarantino. Essas homenagens são reflexo de falta de inspiração para algo novo ou é uma forma justa de expressão de arte?

O sentimento de desolação tomou conta de mim quando pude concluir que o tão inspirado roteiro de Kill Bill tem a sua estrutura baseada nesse filme, como o super hypado Tarantino pode ser tão discarado. Há quem afirme que Tarantino seja apenas um montador de quebra cabeças. Simplesmente repelia essa conclusão de merda, pois o meu director hero de Cães de Aluguel e Pulp Fiction era pra mim gênio.

Foda foi concluir que no caso de Kill Bill, tudo bem, ele colocou mangá, orientalismos e muito sangue. Comparo ao Palio Weekend Adventure Locker que é cheia de equipamentos off road, contudo, não passa de um carro de família. Os pontos chaves de seu roteiro é uma cópia desse roteiro.

Podemos nos enganar que seja uma justa homenagem de Tarantino ao grande mestre Truffaut, mas, acredito que está mais para um sampler. Principalmente aqueles executados pelos rappers americanos com as músicas de James Brown, buscam dinheiro e fama sob a égide arquitetada por essa grande figura. Não há como negar, muitos usaram a base funkeira e colocaram um monte de frescura por cima para diminuir o sentimento de culpa.

Mas mestre é mestre, Truffaut homenageia
Hitchcock de forma brilhante. Você identifica os elementos, o clima a fotografia e cenas que remetem diretamente ao mestre sem cópia, tudo muito original. Cria uma personagem forte, brilhante e misteriosa. A forma como a vingança é executada é de uma genialidade monstruosa, ponto alto para a morte do último na cadeia.

O filme foi lançado logo após a celébre entrevista e Hitchcok escreveu logo após assistí-lo:
"Gostei especialmente da cena em que Moreau observa a morte lenta do homem que envenenou. Com meu humor algo especial, creio que a teria feito ir ainda um pouco mais longe, pondo uma almofada sob sua cabeça, para que ele morresse ainda mais confortavelmente."


Sempre é foda ver o que esses caras fizeram pelo cinema.

domingo, 15 de março de 2009

O Casamento de Raquel

Nunca gostei da protagonista com o seu biótipo correta demais que evita o risco. A substituta da sem graça Julia Roberts, uma classe de mulheres que não me despertam o interesse, daquelas que tem nojo de um pau e que quando a muito custo fazem um boquete, o fazem culpadas e mal sabem segurar o mastro. Pior: cospem.

O que seria da vida sem surpresas que nos possibilitam mudar o nosso julgamento sobre os outros. Nesse filme, há uma grata surpresa, a protagonista está radiante e segura um papel complicado que poderia redundar em mais personagem viciado comum choroso, fugiu bem da papagaiada que Sandra Bullock fez em 28 dias.

O casamento de sua irmã serve de alicerce para o resgate de mágoas, o clima familiar bem conduzido por uma câmera na mão que busca o confessional. Por mais merdas que ela tenha feito, não conseguimos ter raiva.

O pai e a irmã fazem papéis coadjuvantes sinceros que engradecem ainda mais a atuação da protagonista, que era a minha favorita ao Oscar até ter assistido ao Dúvida. Todavia, ainda não assitir o Leitor. Pode ser que eu mude.


Foi Apenas Um Sonho

Assim como no Desejo e Reparação, o título escolhido no Brasil prejudicou esse filme. O título inglês Revolutionary Road o retrata muito melhor.

Di Caprio já é homenzinho e Kate Winslet não é mais a estúpida de Titanic. Neste filme abordam um tema adulto: A falta de objetivo na vida e como isso corrói o relacionamento matrimonial.

Mais uma vez Sam Mendes coloca o dedo no American Way Life, já tinha o feito em Beleza Americana, a esposa insatisfeita com vida de dona de casa e a falta de talento para a realização de seu sonho, vive a sua vida infeliz com o marido que é obrigado a sustentar a casa num trabalho que não o orgulha.

Numa tentativa de solução mágica de todos os problemas, a esposa planeja uma nova vida para a família em Paris. A cidade luz deveria iluminar o coração de ambos e uma nova vida seria possível. O marido, no começo acha tudo aquilo uma insanidade, contudo, aos poucos acredita na idéia. Lógico que muito mais pela felicidade da esposa.

Fatos ocorrem que forçam rever os planos, cabe ao marido matar o sonho da viagem salvadora. Isso mata as esperanças da esposa.

Um filme corajoso, com ótimas atuações e um roteiro muito atual.

Quem quer ser um milionário?

Se o Desejo e Reparação, Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças, Boa Noite e Boa Sorte, só pra citar alguns recentes ótimos filmes que não levaram a estatueta e quanto assistimos ao ganhador desse ano, não é tão complicado concluir o óbvio: O Oscar é uma merda. Serve pra dar visibilidade ao que não merece.

A única explicação palpável, é que a India está bancando o cinema e de tabela a novela em nosso país. Se no EUA há a cláusula Buy America no mundo há o Watch India.

Por falar em novela, o roteiro do ganhador do Oscar, poderia ter sido escrito pela Glória Perez ou pela Zíbia Gasparetto. Sim, o expectador de cinema médio em nosso país que se deliciou com Se eu fosse você 2, tem tudo para amar esse filme. Mas, se acompanha a novela das 8, cuidado, o filme foca a miséria que na novela citada passa ao largo. Mesmo que essa miséria seja bem higienizada.

Aliás, aos que assistiram Cidade de Deus, notarão na fotografia uma incomodante similaridade. Quase um plágio. O cinema brasileiro fazendo escola, Danny Boyle salvaria um pouco a sua reputação se afirmasse essa inspiração.

O filme é um conjunto de clichês com fim horrível que não merece atenção.

Quanto mais quente melhor

Em tempos de crise nada como uma comédia ovacionada pelos entendidos. Ambientada inicialmente na Chicago de 29, com Lei Seca vigente e máfia de descendentes italianos já agindo na América. Seria um pré Poderoso Chefão? Não. Os italianos são especialistas desde sempre em massa e Máfia.

O Sr. Polainas, o evil man desse filme, traz a característica marcante de até dormir de polainas. Lembrou-se de Kafka? Essas caracterísitcas nonsense também foram usadas por Billy Wilder. Não sei se copiaram dele ou ele copiou de alguém. Essa característica é presente no cinema e usado com exaustão.

A comédia se desenrola em clima Trapalhões, nos tempos inspirados quando os quatro estavam em plena forma, os dois personagens principais são músicos que tocam numa "funerária" que serve "cafés" turbinados. Quando a polícia chega cheia de ódio e malícia e bota terror.

O dono do estabelecimento, Sr. Polainas, vai atrás do cagueta: Sr. Palito de Dentes, quando dá cabo do mesmo, imagine quem estava lá e testemunhando a execução: Os dois músicos zicados.

Pra salvar a pele, ficam sabendo de um recrutamento para uma banda de jazz formada só de mulheres, para tocar na Flórida em Miami. Idéia que se dissiminou no mundo pop com as The Donnas, o cinema influenciando a música. Ambos estão na estação de trem e ainda não convencidos da grande idéia, quando aparece ELA.

A Sugar, nada menos que a mulher mais sensual do cinema, impossível conter ereções ao assistí-la. Daí pra frente, fode a biela. Ela rouba a cena e o filme se desenvolve num ritmo frenético, de encontros e desencontros.

Ótimo filme de comédia, engraçado sem ser débil, humor das antigas. Adam Sandler e Ben Stiller devem ter assistido a valer, pena que nunca fizeram um filme a altura deste.